O desemprego é um flagelo das sociedades contemporâneas. Portugal tem neste momento cerca de meio milhão de desempregados mas estima-se que haja mais duzentos e oitenta mil a acrescentar àquele número tendo em conta todo o universo de pessoas que não tendo emprego desejariam tê-lo. As consequências sociais são dolorosas e profundas.
Ajude-nos a conhecer melhor esta realidade. Visite ONZE DE ESPADAS .
segunda-feira, 4 de maio de 2009
A DOR DO DESEMPREGO
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sol poente
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segunda-feira, maio 04, 2009
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segunda-feira, 30 de março de 2009
A POESIA DE PAULA RAPOSO.
Paula Raposo é uma portuguesa que escreve com muito sentimento. Um dos poemas dela de que gosto muito é o que publico abaixo. Mas são vários os seus trabalhos, igualmente bonitos. No momento Paula acaba de publicar seu terceiro livro de poemas, NEVOU ESTE VERÃO. Para saber mais, click no link.Paula, desejo muito sucesso para seu novo livro.O poema abaixo é de um outro livro de Paula, que tive o prazer de ler e tê-lo em minha biblioteca.
DESENHO
Desenho com um lapis,
acabado de afiar,
os traços que contornam
o teu rosto
onde a barba se destaca,
mas não sei desenhar
o tom da tua voz.
Talvez o pinte de azul- maresia
e o acaricie
num longo gesto,
pronunciado
Pelo bico de meu lápis,
junto à nascente
do dia
com a sofreguidão
da maré
Maria Paula Raposo
Do livro GOLPE DE ASA.
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Odele Souza
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segunda-feira, março 30, 2009
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Etiquetas: Golpe de Asa, Nevou Este Verão., Paula Raposo
domingo, 8 de março de 2009
MULHER, SEU DIA PODE SER TODO DIA...
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Odele Souza
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domingo, março 08, 2009
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
MINHAS FÉRIAS (Crônica de Leila Jalul)
Leila, FELIZ ANIVERSÁRIO AMIGA! FELIZ NOVA IDADE!
Se eu fosse autoridade na área educacional, em definitivo, baixaria um decreto proibindo que no primeiro dia de aula, apenas para matar a má vontade de alguns professores, fosse pedida a eterna redação "Minhas férias". Proibiria outras coisinhas banais que se repetem ano após ano, deixando crianças com o emocional no chão. Porém, como não sou autoridade e nunca serei, apenas sugiro. Ocorre com freqüência ver crianças órfãs tendo que desenhar corações e cartões para pais e mães que não existem mais. Não por insensibilidade dos professores, mas muito por orientação da própria escola. Turmas grandes, salários baixos e outras dificuldades não deixam às vezes nem que o próprio professor se aperceba desses "pequenos" detalhes.
Minhas férias foram iguais às outras. Nada de novo. Mamãe trabalhando que nem doida na loja de vovô. Irritada, quase todos os dias me dava uma surra porque eu não tinha feito o que ela mandava. Esqueci de cortar os gravetos para acender o fogareiro e, quando fui buscar, tinha chovido e os paus estavam todos molhados. Também esqueci de tirar a roupa do varal e pegou chuva por dois dias seguidos. Ficou fedida, com cheiro de manipueira azeda. Apanhei de novo, desta vez com o pedaço de taquara que levantava o varal, porque, além de molhar a roupa, ainda arrastou no chão e melou de barro. Outro dia foi horrível, papai chegou de porre, como terno de linho todo manchado de batom das quengas da 6 de Agosto. Mamãe quase deu nele.
- Calma, mulher. Calma.
Deitou com os pés sujos de lama na colcha bordada e dormiu. Foram assim quase todos os dias de minhas férias.Mas, ontem, ontem foi pior. Teve uma briga na esquina lá de casa. Briga feia! A Chica Tolete, possuída pelo bicho preto (não falo o nome dele), subiu num caminhão e foi preciso chamar a polícia. Ela bateu nuns dez soldados até passar o encosto e ser presa. Foi assim. E hoje estou muito feliz por ser o primeiro dia de aula.
Reli, para ver se faltava alguma coisa. Mas, para falar a verdade, fiquei com vergonha. Amassei o papel e escrevi outra.
Minhas férias foram ma-ra-vi-lho-sas! Passeei muito, pesquei, andei de barco no açude do pai da Laélia, Seu Joaquim Francisco, lá na Estação Experimental. Tomei muito banho com os meninos. E vovó ainda deixou eu usar uma bombacha da minha irmã. Depois do almoço, que foi buchada de carneiro, Dona Joanita mandou eu brincar com as bonecas de pano da Savitre, ir mã da Laélia. Num domingo, papai, homem direito, que não fuma, não bebe, não joga e nem é namorador, me pegou pela mão e me levou para a praça do Quartel. Conversamos muito. Depois me prometeu uma boneca no Natal. Uma que fala, ele disse. Não ganhei a boneca, mas tá bom. Sei que ele é um homem de palavra, e, quem sabe, um dia dá. Não é mesmo?
(*) Leila Jalul, procuradora aposentada da Universidade Federal do Acre. Autora de Suindara (Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora LTDA, 2007) e Absinto Maior (2007)
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Odele Souza
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quarta-feira, fevereiro 25, 2009
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
QUANDO A DROGA ACONTECE - O TRÁFICO

O tráfico de drogas poderá, segundo dados disponíveis, ter atingido o seu pico máximo na década de 80 situando-se actualmente num valor que se estima superior a 500 biliões de dólares anuais. Este valor supera largamente o das receitas do comércio internacional do petróleo sendo apenas superado pelo tráfico de armamento.
Estes dados objectivos remetem-nos para a decomposição das relações de produção dominantes em que a mundialização dos mercados, tida como a expressão máxima do capitalismo global, foi inquinada por um comércio de destruição preponderante nas suas relações de troca.
Na base dum fenómeno de tão assustadoras dimensões estará a massificação do consumo e a popularização da droga, fenómenos que surgem nos países capitalistas desenvolvidos sinais dos tempos e das antíteses da sua decomposição.
O tráfico de drogas foi sempre um negócio capitalista, por ser organizado como uma empresa, estimulada pelo lucro. Na medida em que a sua mercadoria é a autodestruição da pessoa, o consumo expressa a desmoralização de sectores inteiros da sociedade. Os sectores mais afectados são precisamente os mais atingidos pela falta de perspectivas: a juventude condenada ao desemprego crónico e à falta de esperanças e, por seu lado, também os filhos das classes abastadas que sentem a decomposição social e moral. O primeiro episódio de consumo massivo de drogas dá-se durante talvez a mais impopular das guerras protagonizada pela "sociedade opulenta": a Guerra do Vietname. Durante o período dos conflitos, 40% dos soldados norte-americanos consumiam heroína e 80% maconha. Apenas 8% deles continuaram a consumir drogas uma vez regressados a casa.
Para se ter uma ideia da pressão que o narcotráfico exerce sobre as economias dos países atrasados basta citar este exemplo: Em 28 de Setembro de 1989, foi feita em Los Angeles a maior apreensão de cocaína até então realizada: 21,4 toneladas, cujo preço de venda ao público atingiria US$ 6 bilhões, uma cifra superior ao PNB de 100 (cem) Estados soberanos. A grande transformação das economias mono produtoras em narcoprodutoras (e o grande salto do consumo nos EUA e na Europa) produziu-se no entanto durante os anos 80, quando os preços das matérias-primas caíram vertiginosamente no mercado mundial: açúcar (-64%), café (-30%), algodão (-32%), trigo (-17%). A crise económica mundial exerceu uma pressão espectacular em favor da narco-reciclagem das economias agrárias, o que redundou num aumento excepcional da oferta de narcóticos nos países industriais e em todo o mundo em geral. Só nos últimos anos, o tráfico mundial cresceu 400%. As apreensões de carregamentos multiplicaram-se por noventa nos últimos quinze anos, apesar de apenas terem afectado entre 10 e 20% do comércio mundial.
Apesar de Portugal ser um dos países que mais tem combatido o narcotráfico a verdade é que a sua posição geográfica estratégica na triangulação marítima América do Sul, Cabo Verde, Portugal e Sul de Espanha, tem contribuído para que as drogas clássicas como a cocaína, heroína e haxixe sejam ainda predominantes com particular realce para a cocaína que chegou a superar, em apreensões da PJ, a cannabis que é ainda a droga mais consumida em Portugal. Isto contrariando as tendências internacionais em que o consumo destas drogas está a ser abandonado em prol das ditas drogas sintéticas.
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sexta-feira, janeiro 16, 2009
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sábado, 20 de dezembro de 2008
CRIANÇAS PORTUGUESAS VIOLADAS POR ADVOGADO.
"Lisboa: Advogado violava, filmava e difundia os vídeos na Internet.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
CONTRA A ESCRAVIDÃO INFANTIL NA EUROPA.
"Organizações lutam contra escravidão infantil na Europa.
Roubados, vendidos, abandonados pelos pais. Sobretudo no Leste europeu, muitos menores vivem como escravos. Com freqüência eles têm que ganhar dinheiro no rico Oeste. Uma série de iniciativas tenta ajudá-los.
A romena Elena Timofticiuc conhece a dura realidade destas crianças. Ela trabalha na organização ecumênica de ajuda humanitária AIDRom, em Bucareste, e tomou conhecimento de dados oficiais, segundo os quais, no final de 2007, existiam pelo menos 100 mil menores abandonados pelos pais na Romênia, na casa de parentes ou, simplesmente, no vizinho. Os pais partiram para trabalhar no estrangeiro. Estas crianças são vítimas em potencial de traficantes de seres humanos que as aliciam com falsas promessas....."
Leia o texto completo no blog Brasil Contra a Pedofilia.
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terça-feira, dezembro 16, 2008
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Etiquetas: escravidão infantil, pedofilia, tráfico humano.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
BLOGAGEM COLETIVA - DIREITOS HUMANOS.
Selo criado por Lino Resende Com muito gosto participo da Blogagem, Coletiva sobre Direitos Humanos, organizada por Sam Cyrous do blog FÊNIX AD ETERNUM.
Hoje, 10 de Dezembro a Declaração Universal dos Direitos Humanos, faz 60 anos. E lamentavelmente - em todas as partes do mundo - ainda temos que lutar pelos nossos direitos mais básicos, como por exemplo à dignidade e à justiça. Vemos diariamente pessoas vivendo à margem da sociedade, ou mesmo da vida, porque seus direitos são desrespeitados. Bom seria que não fosse preciso lutar para ver respeitados nossos direitos humanos, bom seria que houvesse DIGNIDADE E JUSTIÇA PARA TODOS NÓS.
Imagens que falam por mil palavras.
Viu só quantas coisas podemos fazer com nossa assinatura?! Precisamos nos importar, lutar, resistir, exigir. São os nossos direitos! DIREITOS HUMANOS.Vamos nos dar as mãos nesta luta que é de todos nós. Participe você também.
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Odele Souza
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quarta-feira, dezembro 10, 2008
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
O DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA A SIDA
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SILÊNCIO CULPADO
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segunda-feira, dezembro 01, 2008
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:: Notícias da Manhã ::
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SILÊNCIO CULPADO
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Sangue e Preconceito
(Imagem de Isabel Filipe Art&Design para o Sidadania)Durante alguns anos fui dador de sangue. O posto onde rotineiramente me apresentava para entrega da minha dádiva era o Serviço de Sangue do Hospital Curry Cabral em Lisboa. Aí era sempre recebido com uma afabilidade própria de quem já se tornara parte de uma grande família, cujo primeiro e único móbil era a prestação de auxílio a quem dum bem tão fundamental necessitava.Nesse serviço a minha homossexualidade era conhecida dos vários clínicos que me atendiam na consulta de prévia de rastreio. Nunca tal circunstância era obstáculo à minha entrega periódica do meio litro de meu Rh O negativo; que segundo fiquei a saber era raríssimo e muito necessário. Era com alegria que trimestralmente me apresentava no referido serviço para a respectiva recolha do meu fluido vital, de que tantos careciam.Mas não há bela sem senão. Certo dia foi para esse Serviço de Sangue uma médica jovem (diria menos de 30 anos, pelo que a chamavam de Drª Mariazinha) recém formada, que me calhou na consulta de rastreio. Ao saber da minha homossexualidade ela liminarmente recusou a minha dádiva, afirmando: “Vocês homossexuais, apenas vêm dar sangue para terem análises grátis de despiste do VIH! Recuso-me a aceitar sangue dum homossexual.”Minha estupefacção perante tão vil insulto e tamanha insensibilidade, deixou-me completamente mudo e incrédulo. Saí do consultório e ao ser interrogado na recepção porque me estava indo sem dar sangue apenas pude responder à auxiliar administrativa de serviço que a minha dádiva fora rejeitada por ser homossexual. Depressa abandonei as instalações pois a revolta pelo ultraje apenas me dava vontade de chorar.Já cá fora, ao atravessar o jardim rumo ao portão de saída do hospital, ouvi gritar o meu nome. Era a directora do Serviço de Sangue quem me chamava, correndo em minha direcção. Pediu-me perdão pelo sucedido e para voltar com ela ao Serviço de sangue. Aí ela mesma me atendeu e autorizou a minha doação, tendo ainda me rogado insistentemente que não deixasse de dar sangue e que sempre que me apresentasse na recepção informasse a assistente de serviço que não queria ser atendido pela Drª Mariazinha, pois outro médico me atenderia sem problemas.E por vezes pensamos nós que os jovens têm uma mentalidade mais aberta e sem preconceitos. Pura ilusão.Este caso singular naquela instituição foi uma nódoa que poderia ter manchado a reputação modelar da mesma. Chamo de modelar as normas pela qual se regia (só me refiro ao tempo em que lá recorria para doar sangue, mas espero e acredito, que ainda assim continue) o Serviço de Sangue do Hospital Curry Cabral, uma vez que noutras unidades de saúde hospitalares sempre presenciei uma homofobia doentia e encarniçada para com os pretendentes dadores homossexuais. E passo a citar alguns onde tive de omitir a minha homossexualidade para poder prestar o meu auxílio ao próximo, pois logo à entrada me era distribuído um folheto onde grosseiramente se lia que a dádiva estava interdita a homossexuais: Hospital Nossa Senhora do Rosário (Barreiro), Hospital Garcia de Horta (Almada), Hospital de São Francisco Xavier (Lisboa). Estes os casos que testemunhei pessoalmente, mas acredito que muitos mais haverá ainda por esse país fora. Aí eu tive de mentir por omissão, para que fosse a minha dádiva aceite.Lamentável!
ManDrag
A descriminação no que diz respeito a quem de um modo altruista dá sangue para salvar vidas continua a existir.Ter uma preferência sexual diferente, ou um parente infectado pelo HIV parecem ser motivos impeditivos, para que um cidadão possa exercer esse nobre acto.É importante denunciarmos atroplelos por parte do pessoal de saúde que trabalha na recolha de sangue, para que este estado de coisas acabe de uma vez por todas.Claro que é importante termos um sangue de qualidade sem agentes patogénicos passiveis de provocarem danos às pessoas que recebem esse bem essencial à continuidade de suas vidas, mas para isso basta um controle e testes a cada unidade de sangue doada.Este testemunho do Mandrag é importante e todos os outros testemunhos que os nossos leitores nos possam trazer para que os possamos publicar.Em Janeiro publicámos um texto sobre estes atropelos, que o convidamos a ler clicando em : Sangue Dádiva de Amor
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R.Almeida
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segunda-feira, novembro 24, 2008
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domingo, 19 de outubro de 2008
Pobreza
"Era um inverno, tão frio, tão frio, que os pobres sofriam ainda mais do que o habitual.O rabino escolheu um dos dias mais gélidos para procurar o único judeu rico do povoado, homem famoso pela sua avareza. Bateu à porta, e foi o próprio que veio abrir. Era, seguramente, o único indivíduo da aldeia a não vestir mais do que uma camisa dentro de casa, tal era a qualidade do aquecimento no seu interior.
- Faz favor de entrar, rabi, está quentinho cá dentro.
- Não, não, não vale a pena, não demoro mais do que um minuto.
E o rabino encetou uma longa conversação com o homem, perguntando-lhe novidades de cada membro da família. O homem batia os dentes, porta sempre aberta, insistindo incessantemente com o rabino para que entrasse, mas este recusava sistematicamente.
- E o primo do seu cunhado, que foi para a cidade, como é que ele está? – continuava o rabino…
O homem estava roxo de frio.
- Finalmente, rabi, qual é o motivo da sua visita? – acabou por perguntar.
- Vim com o intuito de lhe pedir dinheiro para comprar carvão para os pobres da aldeia.
- Pois bem, então vamos entrar, falamos melhor sobre isso no quentinho…
- É que se eu entro, sentamo-nos à lareira, ficamos aquecidos, e quando eu lhe explicar que os pobres têm frio, o senhor não irá compreender. Vai-me dar cinco rublos, quando muito dez. Mas, assim, cá fora, sentindo-se um pouquinho de frio, estou certo de que o senhor vai compreender melhor…
O homem ofereceu cem rublos ao rabino, ficando feliz, quanto mais não fosse pelo facto de poder fechar a porta e voltar a sentar-se junto à lareira.
"(Marc-Alain Ouaknin e Dory Rotnemer, in A Bíblia do Humor Judaico, I)"
Encontrei este texto no contrapobreza...
Mesmo não sendo hoje o dia escolhido para se falar no assunto, acho que é sempre tempo...
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amigona avó e a neta princesa
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domingo, outubro 19, 2008
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terça-feira, 7 de outubro de 2008
O NOME DA DOR
Albino Forjaz Sampaio, autor do século passado, dizia no seu livro Palavras Cínicas: “Nunca te debruçaste na alma dum paralítico? Pois a qualquer momento que o fizesses havias de o encontrar absorto na raiva de toda a humanidade não ter, como ele, a sua cadeira de rodas.”
Dizia este homem, para quem a humanidade era um sucessivo desencanto, que o espírito humano tem deformidades que o levam a desejar aos outros os seus próprios males para não sofrer sozinho a compaixão e a inferiorização dos olhares que o diminuem por ser diferente.
Se é certo que Albino Forjaz Sampaio terá sempre uma parte da humanidade que se revê nas suas teorias a verdade é que, e felizmente, também há aqueles para quem a adversidade se transforma numa causa para a vida para que outros não tenham que passar pelos mesmos infortúnios. E isto independentemente da situação de desgraça lhes ter, ou não, sido ocasionada por alguém desse universo tempestuoso que Albino Forjaz Sampaio tantas vezes encontrou no seu caminho.
O mundo do HIV espelha muito todas estas situações. Pessoas que foram infectadas por outras que conscientes da sua patologia não se inibiram de passarem a outros a doença que também receberam de forma traiçoeira qual fantasma dos seus dias escuros e incertos, discriminados e solitários.
Mas é nas grandes provas que se conhecem as grandes pessoas. Raul, proprietário dos blogues SIDADANIA foi submetido a uma delicada operação cirúrgica ao coração e está agora nos cuidados intensivos. Há 12 anos que vive com o HIV e que deixou para trás os seus sucessos e uma vida que em tudo parecia ser promissora. Há 12 anos que Raul sofre na pele a dor duma doença para a qual não há cura e que só cede em troca de danos colaterais que vai provocando com a medicação adoptada.
Porém, e apesar das limitações, Raul não desiste na sua cruzada contra a SIDA, escrevendo nos seus blogues, informando-se em congressos, visitando locais onde as prostitutas procuram os seus clientes, para lhes falar sobre a prevenção e lhes distribuir preservativos. O mesmo faz com as seringas em relação aos toxicodependentes. Todas as suas forças estão centradas neste combate e, por isso, não se lamenta.
Apenas lamenta que a sua palavra não chegue a todos, que muitos se percam por falta de esclarecimento, que muitas crianças seropositivas sejam abandonadas em instituições e nunca, ou muito raramente, sejam escolhidas para adopção.
São dele as frases que a seguir transcrevo.
“Nem sempre a vida é fácil, e nós por vezes contribuímos para a tornar ainda mais difícil com a nossa inactividade.
Quotidianamente recebemos lições de vida, muitas das quais nos passam despercebidas tão ocupados estamos olhando para o nosso umbigo, ou lamentando-nos dos nossos problemas, que em vez de nos libertarmos nos afundamos cada vez mais não vendo saída, o que poderia acontecer caso investíssemos esforço na resolução dos nossos problemas.
Quantas vezes sendo incapazes de resolver os nossos problemas não aceitamos a ajuda que nos dão por pensarmos que a mesma não chega para a solução deste ou daquele problema. Certo é que somos exigentes connosco mesmo até em receber isto ou aquilo só porque habituados a pensar quantitativamente nos esquecemos que uma grande inundação começa com uma gota de água. Queremos tudo de uma vez e na medida certa para satisfazer as nossas necessidades e acabamos por as agravar tornando o nosso sofrimento cada vez maior.
Para além disso poderei dizer que me dói a alma, não só por mim mas por todos aqueles que estão infectados, e por aqueles que em breve passarão a estar porque a mensagem dos perigos da SIDA não foi passada e ela só acontece aos outros.”
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terça-feira, outubro 07, 2008
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domingo, 14 de setembro de 2008
Justiça em Coma

“Quando consegui chegar mais perto, vi Flavia de olhos fechados, imóvel, roxinha. Comecei a repetir para mim mesma:- Não há de ser nada, não há de ser nada...não há de ser nada....”
Passaram-se mais de 10 anos, e Flavia continua viva em Coma Vigil.
Uma longa batalha judicial está sendo travada, para apurar responsabilidades e para que seja feita justiça. O Coma de Flavia é irreversível segundo os especialistas médicos. O Coma ou a letargia de que a justiça brasileira está doente em relação a este caso, esse pode ter cura se houver boa vontade por parte dos tribunais e daqueles que têm o poder judicial em suas mãos.
A vida de uma criança de dez anos, ficou suspensa naquele dia. Perdeu a escola, os amiguinhos de brincadeira, a sua preparação para a vida e tudo o que de bom a vida humana tem na infância e adolescência. Essa menina desapareceu e não existe mais. Hoje existe uma cidadã, de vinte anos impedida de viver a sua própria vida autonomamente, devido a uma incapacidade causada pela negligência dos homens, (quando ainda era criança) num acidente que poderia e deveria ter sido evitado se houvesse leis e uma fiscalização eficaz no licenciamento de locais de lazer, que supostamente são para as pessoas se divertirem, mas que mais parecem um campo minado onde a cada passo espreita o perigo.
Num estado de direito e democrático, como pensamos que o Brasil seja, na impossibilidade de reparar os danos causados a Flavia, a justiça deveria actuar obrigando os culpados a indemnizar a vítima, para que ela possa ter os cuidados de saúde e a melhor qualidade de vida possível face à incapacidade que sofre. Não o fazendo, está a culpabilizar a vítima e a proteger aqueles que irresponsavelmente colocam no mercado bens de consumo perigosos para o utilizador, e cujo objectivo é o lucro fácil esquecendo-se que a vida de qualquer ser humano é o bem mais precioso que alguém pode ter.
Não vamos esperar um final feliz para este caso, já que isso não é possível devido aos gravosos danos sofridos por Flavia. Vamos esperar sim um fim rápido, e que a justiça no mínimo confira à vida humana a dignidade que ela merece.
Flavia, é apenas um caso entre tantos que aconteceram e continuam a acontecer. Quantas mais crianças terão de morrer ou ficar em coma, para que se encontrem soluções, haja fiscalização e sejam atribuídas responsabilidades aos culpados por estes dramas?
"Quem não castiga o mal ordena que ele se faça."
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domingo, setembro 14, 2008
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
O AMOR A NOS APROXIMAR.
João Vicente fala de algo em que tenho uma fé muito forte: Tenho fé no amor. Ele menciona o meu amor de mãe, mas quero deixar aqui registrado a minha fé não só no amor de mãe, mas no amor entre as pessoas. Acredito sinceramente, que é o amor que nos une que noz faz atravessar fronteiras e lutar lado a lado pela mesma causa. Este blog por exemplo é de Portugal e eu, brasileira, fui convidada, já há algum tempo, a escrever aqui, sobre a causa de Flavia. E este convite é por mim interpretado como um gesto de amor de meus amigos portugueses para comigo e a causa de minha filha. E é por este amor fraterno que estou confiante de que no próximo dia 15 de Setembro, mais pessoas e mais países ficarão conhecendo a história de Flavia, e minha luta para ver respeitados os direitos de minha filha. E meu alerta para o perigo existente nos ralos de piscinas. E minha insistência, em exercer, em meu nome e em nome de Flavia, a nossa cidadania.
Conto com sua participação nessa Blogagem Coletiva por JUSTIÇA PARA FLAVIA.
João Vicente Lavieri, é autor do blog CAMINHO LIVRE, do Brasil.
João Vicente Lavieri disse...
Dizem que a fé move montanhas. E amor de mãe, então? Odele está movimentando o mundo. Uniu Brasil, Espanha, Portugal, Africa e outros numa só luta.Quais suas armas? Uma só: o amor.Que vença. Que se faça justiça!Conte comigo.Joao Vicente
Domingo, Agosto 17, 2008
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João Vicente, obrigada por juntar-se a essa corrente de amor em torno da causa de Flavia.
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Odele Souza
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segunda-feira, agosto 18, 2008
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quinta-feira, 7 de agosto de 2008
HOMOSSEXUALIDADE NO FEMININO
* Este texto é escrito e dedicado a uma das minhas visitantes que se dá pelo nome de Valsa Lenta. Uma Mulher rica de sensibilidade e de que me orgulho chamar amiga.
Não, não me enganei sobre ti. Era impossível não sentir o apelo das tuas palavras, um desfiar de mágoas e de vidas, de dignidade e de amor. De muito amor por sinal.
Amor pela mulher que amas e amaste, pelo filho que crias como teu. Amor pela vida que te pode dar tanto, algures no interior do País onde as tardes são tranquilas e as noites calmas.
É verdade, amiga, que vens de longe onde havia noites que não terminavam e onde o perigo e o medo te deixaram sem voz.
Já foi há muito tempo Valsa Lenta mas ainda sentes os braços da tua mãe que te acarinharam e te protegeram. Uma mãe que defendeu com o corpo a tua integridade. Uma mãe que te ama tanto que daria a vida por ti mas que não é capaz de entender a tua homossexualidade.
Tu sentes falta dos seus braços e da sua compreensão agora que são para ti claras as opções que tomaste. Certamente que no seu canto, longe, ela chora e pensa em ti mas não é capaz de dar o passo.
As regras dos homens cobrem a espontaneidade dos sentimentos e o orgulho que continuamos a ter naqueles que amamos.
Valsa Lenta, não desistas. A tua mãe está e estará sempre contigo, tão perto quanto quando passava a mão na tua cabeça.
São os preconceitos, amiga, tão mortíferos como a arma mais mortífera, que roubam tempo à vida e oportunidades sem retorno.
São as sociedades que precisam discriminar, para obter diferenças, para desvalorizar, para retirar dignidade a cada condição. Há poderes que se edificam pela dor alheia. Não devia ser mas é. A igualdade de oportunidades continua a ser um mito.
Porém não nos resignemos. Neste espaço hão-de nascer e solidificar-se muitas solidariedades. E seremos mais fortes, Valsa Lenta, para dizer a muitas mães que, como a tua, ainda não foram capazes de romper com o silêncio culpado.
Um dia o sol há-de nascer e há-de ser para todos os que procuram a sua luz. Valsa Lenta , eu estou aqui e como eu tantos. Sorri e não tenhas medo de seguir o teu coração e ires em frente.
Nem todos na vida são autênticos nos sentimentos que exibem, mas tu és. Por isso estás entre os melhores. Alguns irão entender isso.
Lídia Soares
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quinta-feira, agosto 07, 2008
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quarta-feira, 23 de julho de 2008
A HOMOSSEXUALIDADE E O DIREITO À DIFERENÇA

Apesar da Declaração Universal dos Direitos Humanos especificar que todos os cidadãos têm os mesmos direitos independentemente da raça, credo ou sexo, a realidade mostra-nos uma paisagem social que não espelha essa igualdade de direitos mesmo nos países mais desenvolvidos.
A homossexualidade continua a ser um assunto tabu pese embora as manifestações no sentido da sua legalização, através do casamento e da adopção, que ocorrem em Países que se auto proclamam defensores dos direitos humanos e da igualdade de oportunidades.
Para tanto têm contribuído as posições ultra-conservadoras de Bento XVI relativamente à homossexualidade e ao uso de preservativos. Estas posições, a meu ver, poderão ser responsáveis pela infelicidade e morte de milhões de pessoas cujo sacrifício pesará na consciência da humanidade. Uma humanidade que se revela, deste modo, incapaz de amar e compreender as diferenças e de olhar a vida numa dimensão caritativa condizente com a verdadeira índole cristã em que o amor pelo próximo e o respeito pela vida deverão ser orientadores das práticas sociais de cada um.
Como podemos nós amar o próximo padronizando comportamentos sociais que não respeitam a identidade conferida por essa entidade superior, que nos domina, e a que muitos reconhecem como Deus?
Como podemos nós amar o próximo e desaconselhar o uso do preservativo quando há milhões e milhões de pessoas, em todo o mundo, infectadas com o vírus VIH o que, segundo estimativas da ONU, perfariam, só no ano de 2007, cerca de 33,2 milhões de pessoas, entre elas crianças, a viverem nestas circunstâncias?
Se por um lado se defende a necessidade da preservação da família como suporte duma sociedade estruturada na base da entreajuda e na formação das gerações, por outro nega-se essa possibilidade a grupos que pretendem viver os preceitos da família em toda a sua plenitude.
Poderemos questionar por que razões as homossexuais e as lésbicas se empenham tanto no casamento enquanto os heterossexuais se casam cada vez menos? A resposta parece ser óbvia: é que aos heterossexuais, mesmo vivendo em união de facto, são-lhes reconhecidos direitos e a sociedade aceita como naturais as suas opções de vida em comum.
Já no caso dos “homo”, a situação é sempre constrangedora pelas implicações legais quando há partilha de bens adquiridos em comum, pensões de sobrevivência ou de adopção de crianças. Isto para não falarmos nas dificuldades de reconhecimento social que, quase sempre, vêm associadas ao reconhecimento legal.
O tema é fracturante e não é por acaso. Mesmo dentro do próprio PS as opiniões dividem-se e já se fala em remeter esta decisão para a próxima legislatura a menos que José Sócrates, à semelhança do que fez recentemente Luís Zapatero, contorne estes handicaps assumindo a responsabilidade da sua decisão.
Ninguém deverá pagar com a mentira o preço duma vida aceite socialmente.
É bom recordar que são diferentes os graus de discriminação e que, em pleno século XXI, ainda há países nomeadamente os islâmicos que executam por apedrejamento adúlteros e homossexuais. E todos à luz de princípios tidos como justos.
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R.Almeida
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quarta-feira, julho 23, 2008
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sexta-feira, 18 de julho de 2008
ASSIM FALA QUEM SENTE. A VIDA É BELA QUANDO É SENTIDA E COMPREENDIDA. QUE IMPORTA SER DIFERENTE?
Eu sou um Humano. Eu sou homem. Eu sou homossexual.
Eu nasci do mesmo modo que todos. Vivo com os mesmos anseios e desaires que todos. Participo das mesmas emoções e sentimentos. Tenho rotinas e afazeres, compromissos para com a sociedade, da qual participo e para a qual contribuo. Espero um dia morrer em paz e que alguém chore a minha ausência.
Poderia até parecer que sou igual a todos os outros cidadãos do mundo, mas não sou. Cada um de nós é uma individualidade encerrada em si, com as suas particularidades próprias, que o definem como Ser Humano, na sua complexidade de um ser provido de uma alma evoluida.
Desde bem novo, já na infância, eu percebi que não era como os outros elementos do meu género; ou pelo menos não correspondia ao modelo que me diziam ser um elemento padrão do meu género. É que me diziam que os homens deveriam apreciar a beleza do corpo das mulheres, mas eu ficava apreciando mesmo a beleza dos corpos dos homens. No meu pueril entendimento eu percebia que havia ali algo que não acertava com aquilo que era dito e esperado de mim, enquanto futuro homem, chefe de família e cidadão respeitável.
Percebi que os homens adultos do meu género eram apontados e referenciados com malícia e em termos prejorativos, sendo mesmo desprezados com escárnio. Me acautelei!
Com sageza escondi esses que eram os meus segredos, amedrontado pela ameaça de me ver maltratado e punido se tais sentimentos fossem revelados. E assim vivi a minha infância e juventude apavorado, com a ideia que algum gesto ou expressão mais suspeitos me denunciassem.
Ao atingir a maioridade todo o mundo se voltou para mim, na expectativa que eu cumprisse com aquilo que era esperado dos mancebos da minha idade; arranjar uma namorada e casar. Eu ponderei e decidi que deveria tentar corresponder às expectativas que todos depositavam em mim. Afinal eu sempre fora dum comportamento exemplar. Aí fiz a opção de ser aquilo que não era; heterossexual.
Ora, como diria o escorpião da parábola: eu não poderia ir contra a minha natureza! Mau grado os meus esforços e tentativas, não conseguia mais que uma grande amizade pelas minhas escolhidas namoradas. Já para não falar da completa ausência de desejo sexual. Era evidente que aquele não era o meu rumo, pois eu não estava correspondendo à minha própria identidade.
Parei! Meditei sobre o que havia sido a minha afirmação como pessoa e quais as expectativas e consequências de insistir em viver um logro.
Não. Não era aquilo que eu queria para mim. Eu não poderia ser uma caricatura, uma personagem fictícia dum drama real. Eu tinha de ser Eu! E decidi assumir aquilo que apenas era: eu mesmo! Um ser humano com as mesmas ânsias e expectativas que todos os outros.
Eu me aceitei! Os outros teriam de me aceitar! Afinal eu sempre fora um cidadão comum.
Nada mais peço que ter os mesmos direitos e obrigações que todos os outros. Enfim, ser aceite com o mesmo estatuto que todos os meus pares humanos.
ManDrag
ManDrag
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MEMÓRIAS DUM PREMATURO DESTERRO
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sol poente
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sexta-feira, julho 18, 2008
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Etiquetas: direito à diferenaça
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Neste engano cruel para quem é por ele discriminado e maldosamente destrutivo da nossa personalidade, consumimos os dias em solidões desnecessárias alimentadas por sentimentos fúteis.
Porque todos temos direito à diferença, não discrimines, COMPREENDE!
Abraça as causas como se fossem tuas. Sejam elas quais forem fazem parte de ti porque tu fazes parte da humanidade em que elas se inscrevem. Não há longe nem distância para quem faz do amor o caminho.
Junta-te a nós, participa, deixa a tua opinião. Este espaço nasceu para unir vontades. E com ele reunir forças para continuar nos caminhos da vida por vezes agrestes e nem sempre claros à nossa compreensão.
Em breve O SOL POENTE será animado com uma discussão acesa sobre a homossexualidade, tema que está na linha de fogo no combate político da presente legislatura. É um tema fracturante que deverá ser debatido de forma a que cada um de nós possa fazer a sua leitura sobre o mesmo e participar em debates mais alargados que se adivinham.
Porque não podemos deixar de dar voz a todas as opiniões, nem esquecer grupos nem minimizar causas, junta-te a nós para que unidos procuremos encontrar as soluções mais justas.
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SILÊNCIO CULPADO
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quinta-feira, julho 17, 2008
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Etiquetas: Direito à Diferença
terça-feira, 8 de julho de 2008
A HOMOSSEXUALIDADE E O DIREITO À DIFERENÇA

Todo o ser humano tem direito ao amor, ao desenvolvimento emocional e ao reconhecimento da sua pessoa. O homossexual não é um criminoso e as suas orientações sexuais pertencem ao seu foro íntimo. Não prejudicam, nem afrontam por serem diferentes. Afinal não há dois seres iguais, uns mais belos e mais perfeitos, outros menos afortunados pela natureza, mas todos têm dentro de si um potencial humano que faz parte do património comum da humanidade. Um potencial que devemos amar e respeitar e ajudar a construir. É essa a nossa missão.
Ainda que sejas diferente lembra-te que todos somos iguais perante a vida, a morte e a legitima aspiração dos nossos mais elementares direitos.
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SILÊNCIO CULPADO
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terça-feira, julho 08, 2008
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Etiquetas: Direito à Diferença, Homossexualidade
Fatyly



