segunda-feira, 21 de abril de 2008

HIV, esse desconhecido



O HIV/SIDA, continua a ser um desconhecido para a ciência, que não obstante toda a investigação sobre o mesmo durante mais de trinta anos, ainda não o conseguiu eliminar do corpo humano. Todos os dias se fazem novas descobertas e todos os dias caem teorias consideradas certas algum tempo atrás. É certo que se conseguiu travar a sua livre reprodução e com isto reduzir imensamente, o número de mortes que ele vinha causando.
Se para ciência o vírus é complicado, e se os cientistas continuam investigando e sonhando com uma vacina terapêutica ou preventiva, para a sociedade em geral, algo aparentemente mais simples de conseguir, parece enfrentar os mesmos problemas ou piores do que aqueles que a ciência defronta.
A sociedade na sua maioria continua a descriminar, excluir e a condenar ao ostracismo os portadores do hediondo vírus. Não podemos falar apenas em ignorância para justificar este comportamento. A mente humana é uma caixa de Pandora e nunca sabemos o que na verdade está lá dentro.
A pressão é de tal maneira forte, que leva muitos novos infectados e por vezes doentes com já alguns anos de infecção, e que parecem estabilizados ao suicídio.
No blogue ”SIDADANIA” está a decorrer um debate sobre os primeiros tempos de infecção, a quem deve o novo infectado falar da sua infecção e onde deverá procurar apoio. O debate procura elucidar e ensinar como devemos ajudar aqueles que nos são próximos, no caso de por acidente a SIDA lhes bata à porta.
É bom aprender, colocar dúvidas e também dar a nossa opinião sobre o assunto, pelo que o convidamos a aparecer por lá.
A SIDA, continua a ser uma doença desconhecida, e para além de continuar a provocar mortes por colapso do sistema imunitário, também mata pelo isolamento e solidão a que uma sociedade que se diz moderna, solidária e informada condena aqueles que estão infectados pelo HIV. Nunca é demais aprendermos um pouco sobre a doença e contribuirmos para salvar vidas e para que os seropositivos se sintam integrados numa sociedade que não é perfeita mas que pode ser menos agressiva para com aqueles que de qualquer forma estão fragilizados por uma doença que pode atingir qualquer um.

8 comentários:

SILÊNCIO CULPADO disse...

Raul
Um texto que reforça as linhas de orientação do debate que está a decorrer no Sidadania.
Há que aprender e eu tenho aprendido muito contigo.
Quanto à discriminação eu continuo a apostar na ignorância. Porque ser mau, a menos que se seja mau em resultado duma patologia grave do foro neuropsicológico, é ser ignorante.
Abraço
(aquela flor é um símbolo de que vale a pena acreditar na amizade).

Rui Caetano disse...

Tema interessante e muito pertinente.

José Miguel Gomes disse...

O que não é visto não é lembrado...

Fica bem,
Miguel

Alzira Henriques disse...

Olá Amigas,

Venho entregar-vos um beijo de Liberdade, com sabor a cravos bem vermelhinhos...

Feliz 25 de Abril, amanhã e SEMPRE.

Maria Faia

Maria Faia disse...

Olá Amigas,

Venho entregar-vos um beijo de Liberdade, com sabor a cravos bem vermelhinhos...

Feliz 25 de Abril, amanhã e SEMPRE.

Maria Faia

amigona avó e a neta princesa disse...

Hoje deixo um abraço de solidariedade...

Teresa David disse...

TIVE ALGUNS AMIGOS QUE FALECERAM DE SIDA E ASSISTI DE PERTO AO PROCESSO DEGENERATIVO DELES. É MESMO UMA DOENÇA TERRIVEL QUE TODOS DEVEREMOS TER O MÁXIMO CUIDADO DE APOSTAR NA SUA PREVENÇÃO, MAS TAMBÉM ACARINHAR OS QUE DELA SÃO PORTADORES.
BJS
TD

Odele Souza disse...

O HIV certamente deixará de ser um pouco "esse desconhecido", graças aos textos que vêm sendo escritos - e com muita competência - sobre este tema, por Raul, Paulo e Lídia.

Um abraço com meu carinho pra vocês três.